Marés Vivas 2017

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Anunciado o Palco Santa Casa

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa associa-se pelo quinto ano ao Festival Meo Marés Vivas e apoia uma vez mais a cultura e a música nacional.
Para a SCML “a música é um meio privilegiado de ligação dos valores da marca a um target mais jovem (…) ” e na edição de 2016 do Meo Marés Vivas vai dar novamente nome a um palco do festival: PALCO SANTA CASA.

No primeiro dia do festival, 14 de Julho, sobem ao palco Santa Casa os Glockenwise.

“Quando se pressiona o interruptor es¬pera-se que uma série de processos mais ou menos mágicos determinem o resul¬tado final: luz. Fazer play em Glockenwi¬se costuma ter um efeito semelhante, imediato, eletricidade e urgência a atra¬vessar fios invisíveis, fotões a colorir a sala cheia de gente disposta a aproveitar o berro da lâmpada que já ameaça fundir.
Faço um compasso de espera, a dois pas¬sos da porta de “Heat”, o terceiro álbum dos quatro rapazes de Barcelos. Avanço, abro a porta que range, o interruptor não funciona. Ouve-se “Cardinal”: o porteiro antipático; um curto-circuito; não há voz; há fantasmas de outras músicas e de outro tempo; há suor e a luz espessa e intermitente de um candeeiro esquecido a um canto. Sigo para a canção – nunca esta palavra lhes assentou tão bem – que dá nome ao álbum e apesar da sala escura juraria ter visto o Morrisey a atirar flores à multidão ressuscitada do CB¬GBou da Hacienda.
Em “Eyes” e “Time (Is a Drag)”, os Glockenwise desvendam definitivamente esse lugar ambivalente onde agora escolhem morar, por um lado escuro e romântico, por outro – mais do que nunca - sónico e incandescente. Incendeiam o conceito de “difficult third album” e deixam ver por entre as chamas que este é só o início (mais um).
A casa está cheia de fumo e convidados ilustres, sofisticados. Na última sala há , Buzzcocks, Stone Roses, Stooges, tritura¬dos na engrenagem de uma máquina pop a que chamaram “Lasting Lies”. Há faíscas a beijar os cortinados, risco de catástrofe, isto não é para meninos. Precipito-me para o exterior e debaixo do alpendre a arder recordo a pergunta que me fizeram à entrada: “can’t you feel the heat that is coming your way?”. A resposta é, obvia¬mente, sim.”
André Simão (Dear Telephone / La La La Ressonance)

Ainda no mesmo dia, o palco Santa Casa recebe Killimanjaro.

Os Killimanjaro são gente nova com espí¬rito antigo. O trio de Barcelos – composto actualmente por José Gomes, Joni Dores e Luís Masquete – iniciou actividade em 2011 e a desculpa para tocar uns riffs e experimentar acaba por se transformar numa missão em criar temas memorá-veis, onde o riff é o mestre e senhor, e tocar ao vivo como que a vida dos três magníficos dependesse disso.
No mesmo ano de 2011 editam o auto-in¬titulado EP de estreia. Sete temas dão origem a sete viagens alimentadas por um stoner rock que sempre estimou os uivos de José Gomes.
Os concertos (dezenas) continuam a acontecer e navega-se em direcção a um longa-duração, o primeiro: Hook. Composto por oito temas num total de 36 minutos, Hook é a evolução de quem não quer esquecer as suas raízes. A diver¬sidade faz com que cada tema em Hook tenha uma vida própria e não dependa dos outros para abalarem o mundo dos que não têm medo de se aventurar.
O stoner característico de Killimanjaro, muito influenciado pelos suecos Gra¬veyard, alia-se a uma veia muito punk, aquela veia que teve presente nos Iron Maiden (com Paul Di’Anno) e os lendários The Obsessed, para largar a bomba que é Hook.
Gravado nos Estúdios Sá da Bandeira Hook é basicamente aqueles Killimanja¬ro que conhecemos. A sonoridade crua, directa e os sempre excitantes uivos, constantes numa banda dirigida por riffs e acompanhada por uma secção rítmica onde o groove é imperativo. Hook é apenas o escalar de todos os níveis. Em 2014 os Killimanjaro são autores de uma sonoridade (rock ‘n’ roll) perigosa, tal como os Motörhead nos ensinaram.

No segundo dia do MEO MARÉS VIVAS, a 15 de Julho, o Palco Santa Casa dá as boas vindas a Jibóia, Plus Ultra e Derange.
JIBÓIA
Há muito a brincar com a ideia de cruzamentos, de culturas e inspirações, JIBÓIA nunca procurou disfarçar o lado mais diáspora de Lisboa que se respi¬ra em cada acorde e cada progressão. “Masala”, no embalo índico de mistura de especiarias, eleva a técnica gastronómica numa viagem a quatro braços e a tantas outras vozes pelas cidades mais aroma¬tizadas e tropicais do mundo, em que a dança cultural constraste com o negrume civilizacional. O novo álbum da serpente, adolador de divindades caídas, cruza sabores, influências, coordenadas geográ¬ficas e até, em contraste, a orgânica da bateria de Ricardo Martins com toda a maquinaria processada por JIBÓIA.
A JIBÓIA trocou de pele, mas não largou as escamas: estão garridas, saturadas, mas muito mais negras e pesadas, e são elas que nos guiam pela viagem a cada ingrediente geográfico trazidos para a sua “Masala”. O álbum foi gravado nos Estúdios Sá da Bandeira com produção de Jonathan Saldanha (HHY & the Ma¬cumbas, Fujako).

PLUS ULTRA
Quando uma guitarra e uma bateria entram em conflito, nem a existência de um terceiro elemento poderá resolver o caos sonicamente provocado. Parece vago, mas poucos adjectivos servirão para descrever uma banda de baralho assumidamente incompleto como Plus Ultra. Nas suas explosões cáusticas, o power trio assume-se na relação única entre o chavasco e o rock, numa sujeira limpinha-limpinha: com jogadores destes, é inevitável não se ter um alinhamento vencedor.

DERANGE
Formado em 2012, os Derange são constituídos por Cat Pereira (vocal), Nick Crosby (guitarra), Joe Macpherson (baixo) e Warren De Melo (bateria). Eles marcaram o inicio do seu trabalho com dois singles de grande sucesso 'Ego' e 'Unleash ".
Em 2013, Derange produziram o seu aclamado EP “Change”. Uma vez lançado, o EP apresentou a banda a um público muito mais amplo, conquistando assim a imprensa nacional.
Durante o último ano, a banda esteve a produzir o seu álbum de estreia 'The Awakening'. Produzido pelo lendário Russ Russell (Dimmu Borgir, Napalm Death, Sikth, Amorphis e Evile), 'The Awakening' é um caso glorioso de tech-de metal, agraciado pelo vocal de Cat Pereira.

A 16 de Julho o Palco Santa Casa recebe a Diana Martinez & The Crib.
“Diana Martinez & The Crib” é a nova aposta da Primeira Linha. Diana Martinez é a vocalista e autora de todos os temas. Apesar de ser ainda muito jovem, revela já uma definitiva maturidade como artista, não tivesse começado a acompanhar o pai em espetáculos com apenas 6 anos, colaborando mais tarde com grandes músicos como os Expensive Soul, Pedro Abrunhosa, entre outros.
Na realidade, o seu sonho sempre foi que um dia as músicas que compunha na sua cabeça, onde tecia todas as linhas melódicas e harmónicas, fossem ouvidas. Com o apoio de João André, músico e produtor, encontrou a visão e o conceito para “Diana Martinez & The Crib”, cuja sonoridade reflete as suas verdadeiras paixões: o R&B, o Soul e o Hip Hop.
Para a Diana não houve como escapar da música. Estava na barriga na mãe quando esta ainda cantava profissionalmente; segundo o pai, mal começou a articular as primeiras palavras já se via que ia ser cantora. Ele é músico também, foi o seu primeiro e grande professor.2015 traz o lançamento do single de estreia de “Diana Martinez & The Crib”, That’s Just How We Do It, que é
acolhido de forma notável pelas rádios e Youtube. O público teve boas oportunidades de conhecer melhor este novo projeto, inclusive num set explosivo no festival Meo Marés Vivas e na abertura para Natiruts e Marcelo D2, no Porto e no Casino da Figueira, respetivamente.
Em seguida, Diana e João André voltam ao estúdio e preparam o álbum de estreia. Surgem algumas colaborações com Orelha Negra, The Black Mamba e We Trust. Com estes últimos, apresenta‐se na remix de We Are The Ones.
No início de 2016, o segundo single Reverie conta novamente com um apoio tremendo no Youtube e redes sociais. Com lançamento previsto para este ano, o disco de estreia de “Diana Martinez & The Crib” será acompanhado de vários concertos de apresentação em locais como Casa da Música, Salão Brazil e C.C. Olga Cadaval.
Outros dos artistas que vai subir ao palco Santa Casa no último dia do festival é o Tatanka.
TATANKA

Dono de um carisma e de uma voz inconfundíveis, Tatanka tornou-se conhecido como o vocalista de uma das mais promissoras bandas portuguesas da atualidade – The Black Mamba – e colaborando também com outros artistas, como por exemplo Richie Campbell. Inicia agora a sua carreira a solo, apresentando temas originais em português, num registo distinto do das bandas de que faz parte.

PALCO SANTA CASA COM A MÚSICA PORTUGUESA